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Sociologia

Sociologia Para o Enem – Introdução [VÍDEO]

Veja aqui nesse artigo um resumo sobre as origens da Sociologia e seus criadores. Nosso objetivo é trazer uma boa preparação com os melhores professores do Brasil, e nesse caso temos aqui a Sociologia para o Enem com o prof. Demétrius Ávila

Mapa da construção moderna do pensamento social:

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Para assistir as aulas do Prof. Demétrius Ávila,  é só curtir a nossa página do Facebook:

[Aula 01] Introdução – Diferença Entre Filosofia e Sociologia

[Aula 02] Contexto de Surgimento

[Aula 03] Augusto Conte e o Positivismo

[Aula o4] Augusto Conte e Lei dos 3 Estados

O que é Sociologia?

                       A sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades. É um empreendimento fascinante e irresistível, já que seu objeto de estudo é nosso próprio comportamento como seres sociais. A abrangência do estudo sociológico é extremamente vasta, incluindo desde a análise de encontros ocasionais entre indivíduos na rua até a investigação de processos sociais globais.

A maioria de nós vê o mundo a partir de características familiares a nossas próprias vidas. A sociologia mostra a necessidade de assumir uma visão mais ampla sobre por que somos como somos e por que agimos como agimos. Ela nos ensina que aquilo que encaramos como natural, inevitável, bom ou verdadeiro, pode não ser bem assim e que os dados de nossa vida são fortemente influenciados por forças históricas e sociais. Entender os modos sutis, porém complexos e profundos, pelos quais nossas vidas individuais refletem os contextos de nossa experiência social é fundamental para a abordagem sociológica.

Adaptado de: GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005.

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A Sociologia e o conhecimento

             A sociologia é uma ciência. Ciência é uma forma de conhecimento criada pelo homem para compreender o mundo. A palavra ciência tem origem no latim – scientia, que significa conhecimento. O objetivo das ciências é chegar a conhecimentos exatos sobre a realidade, permitindo ao homem fazer previsões, proteger-se e até mesmo controlar o meio natural. Mas a ciência não foi o primeiro nem é o único procedimento humano para explicar, compreender e conhecer.

Durante muito séculos, o mito serviu para explicar o surgimento do mundo, seu funcionamento, seus fenômenos. A religião também veio para dar explicações, fornecendo características divinas ao surgimento de todas as coisas. Já entre os século VI e V a.C., pensadores gregos – os filósofos – contestam explicações míticas e religiosas, passando a buscar o conhecimento de maneira racional, muitas vezes baseada em observações.

Posteriormente, na Idade Média, a igreja Católica impôs a religião sobre a racionalidade: o verdadeiro conhecimento deveria vir da fé em Deus e não dos sentidos ou da racionalidade pura. Mais tarde, especialmente no século XVI, o Renascimento, retomando valores e ideais gregos, separa o saber humano da religião e do divino. Depois, no século XVII, o físico, matemático, astrônomo e filósofo Galileu Galilei desenvolve o método científico – observar, medir, fazer experimentos, obter dados… – e o aplica na procura pelas respostas às velhas indagações humanas.

O mito, a religião, a filosofia, cada qual a seu modo, haviam tentado explicar praticamente tudo aquilo que nos cerca, incluindo a vida do homem em sociedade. Com a chegada da ciência, a compreensão da organização social humana irá adotar seus métodos de observação, de análise. Quem dá início a essa etapa é o francês Auguste Comte, no século XIX, criando a sociologia, uma nova ciência com o propósito de descobrir as leis que determinam a construção do que percebemos; nesse caso, as relações sociais.

   Auguste Comte (1798-1857)

Para contextualização histórica: a Sociologia surge como uma das muitas consequências dos processos revolucionários da Europa no século XVIII, dentre os quais se destacam a Revolução Industrial e a Revolução Francesa. Note-se que os fundadores da Sociologia – Comte e Marx, especialmente – vivem no período da consolidação do capitalismo industrial, e suas ideias apresentam diferentes visões e posicionamentos a respeito desse fenômeno, como veremos a seguir.

Em defesa do capitalismo industrial: positivismos e evolucionismos

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 Panorama do século XIX

O chamado imperialismo – bem como o neocolonialismo – europeu teve por motivação a segunda fase da Revolução Industrial, que demandava crescentes necessidades por matérias-primas e mercados consumidores.

Inglaterra, “Era Vitoriana” (1837-1901): capitalismo monopolista (trustes, holdings, cartéis). O capitalismo europeu avança por sobre África e Ásia de várias formas, incluindo missionários religiosos e pesquisadores científicos.

A fundamentação ideológica do imperialismo consistia na superioridade – cientificamente demonstrada do homem branco (europeu) em relação aos povos “selvagens, bárbaros, primitivos”, pretensa superioridade que atribuía aos europeus uma “missão civilizadora”. A ideia de missão civilizadora dezenovista, por suas bases “científicas”, supera o discurso religioso da missão evangelizadora que justificara as “descobertas” e conquistas ultramarinas europeias nos séculos XV e XVI.

Mas… Como se constroem discursos científicos para fundamentar relações de dominação/exploração? A resposta está no conceito de evolução, chave de entendimento das mais amplas manifestações do século XIX. A crença na “evolução” – o evolucionismo – permeou diferentes elaborações, que vão do socialismo científico de Marx e Engels ao espiritismo de Allan Kardec.

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Auguste Comte e o positivismo

Creditam-se a Comte as primeiras menções à necessidade de evolução das sociedades humanas. Todavia, este pensador utilizava o conceito de progresso. Vivendo na instável França pós-Revolução de 1789, Comte criou uma doutrina que pregava a reorganização social alavancada pelas ciências positivas: o positivismo. Para tanto, chega a engendrar uma nova ciência, a Sociologia, que se valeria dos métodos das já consagradas ciências naturais.

O positivismo comtiano é entusiasta da ciência aplicada à produção (técnica), exaltando o progresso industrial. Porém, é radicalmente contrário ao pressuposto liberalista da competitividade – e mesmo atribui a este as causas da desordem social, defendendo a primazia da cooperação social (amor). Daí o famoso lema de Comte: “O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”. Segundo Comte, todas as sociedades passam (consistindo isto numa “lei científica”) por três etapas evolutivas, chamadas de “estados”, que são:

– o Teológico, subdividido em fetichismo, politeísmo e monoteísmo;

– o Metafísico;

– o Positivo, etapa final do progresso humano.

O último estado é o do triunfo da ciência e da ditadura republicana como forma de governo – feito para todos, mas encabeçado pelos homens mais capacitados. A “Lei dos Três Estados” de Comte diz respeito a uma evolução sociocultural, jamais biológica. A partir da segunda metade do século XIX, porém, o positivismo comtiano, associado ao darwinismo, acabará por fomentar teorias racistas – “darwinismo social”.

Em seus últimos anos de vida, Comte dedicou-se à elaboração da Religião da Humanidade, a qual teria como “divindade” a Humanidade e como “santos” os grandes homens que contribuíram para o progresso (Aristóteles, Gutenberg, Descartes…). O positivismo será determinante para a fundação da República no Brasil.

“O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim.”

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Do positivismo ao darwinismo social

A ciência europeia do século XIX empenha-se na produção de justificativas para o imperialismo. Por exemplo

– O alemão Friedrich Ratzel (1844-1904), fundador da Geopolítica, afirma que a natureza geográfica determina que certos povos possuam a necessidade de conquistar um espaço vital para sua sobrevivência.

– Surge uma nova ciência, a Antropologia, de caráter acentuadamente evolucionista e etnocêntrico, adotando a civilização europeia como padrão comparativo para todos os demais povos. Entre os pioneiros da Antropologia evolucionista estão Edward Tylor (1832-1917), James Frazer (1854-1941), ambos britânicos, e o norte-americano Lewis Morgan (1818-1881). Esses antropólogos criam a classificação “científica” dos povos entre selvagens, bárbaros e civilizados, tomando o homem branco, ocidental e cristão, por parâmetro.

Segundo Frazer: “Um selvagem está para um homem civilizado assim como uma criança está para um adulto”. Os antropólogos evolucionistas “aferiam” o grau de evolução de um grupo a partir de critérios culturais, o que inclui moral, religião, economia, organização política, etc.

Já a classificação dos grupos humanos a partir de critérios biológicos, que origina teorias racistas, é fruto das mesmas necessidades imperialistas da Europa do século XIX.

– O naturalista francês Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) é precursor do evolucionismo biológico (História natural dos invertebrados, 1815). Lamarck é o primeiro naturalista a contestar o criacionismo cristão. Seu modelo de evolução biológica é harmônico, não enfatizando a luta pela sobrevivência.

– Em contrapartida, o pensamento de Charles Darwin (1809-1882) aponta para um evolucionismo biológico baseado na competição, a qual revela os seres mais aptos na luta pela sobrevivência. Darwin publica suas principais ideias em A origem das espécies (1859).

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Charles Darwin

Quando o positivismo francês vai ao encontro do evolucionismo britânico surgem as análises sociais de cunho biologicista – passa-se a aplicar o conceito darwiniano de “seleção natural” aos grupos sociais.

– Na França, Hippolyte Taine (1828-1893), seguidor não ortodoxo do positivismo de Comte, analisa o homem e sua evolução mediante três determinismos: meio ambiente, raça e momento histórico.

– Na Grã-Bretanha, o positivismo de Comte, introduzido por John Stuart Mill (1806-1873), é adaptado por Herbert Spencer (1820-1903) ao princípio liberalista da competição, surgindo assim o DARWINISMO SOCIAL. Ignorando o “amor” do lema comtiano, ao fundir a ideia de evolução das sociedades ao princípio darwiniano da seleção natural, Spencer atendeu às necessidades de fundamentação filosófica das ações colonizadoras.

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 Herbert Spencer

Os povos mais desenvolvidos tecnologicamente, tal como as espécies mais fortes, sairiam vencedores da luta pela sobrevivência determinada pela natureza. A consequência desse pensamento é o determinismo de “raça” como fator preponderante ao grau de evolução: os povos africanos eram dominados por serem menos evoluídos e menos evoluídos quanto mais negros.

Reforça essa posição o naturalista alemão Ernst Haeckel (1834-1919), que divide a humanidade entre doze espécies em etapas evolutivas distintas, lideradas pela “espécie” dos europeus; Haeckel influenciaria o antissemitismo nazista.

Na Itália, o médico Cesare Lombroso (1835-1909) dedica-se à antropologia criminal, estudando o “criminoso nato”: certos indivíduos (ou grupos étnicos) teriam maior propensão à criminalidade, verificável através de características anatômicas como o formato do crânio.

Teorias racialistas como as de Haeckel disseminavam-se pelos interesses do colonialismo. Não havia nos meios científicos correntes contrárias – o estudo da genética, que suprimiria o conceito de “raças” humanas, era ainda esboçado por Gregor Mendel (1822-1884).

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 Gregor Mendel

Na literatura, o polonês Joseph Conrad (1857-1924) tematizou contra o colonialismo em O coração das trevas (Heart of Darkness), publicado como livro em 1902. A obra é ficcional, mas retrata a situação do Congo, à época propriedade particular do rei Leopoldo II da Bélgica.

A literatura também expressava a ideologia da superioridade branca. Rudyard Kipling (1865-1936), nascido na Índia colonial e educado na Inglaterra, escreve um poema intitulado The White Man’s Burden (1898):

Tomai o fardo do Homem Branco

Enviai os teus melhores filhos –

Ao exílio entrelaçados

Para servir às faltas de teus cativos;

Para esperar em duro ofício

Gentes agitadas e selvagens –

Vossos recém-conquistados, fastientos povos

Meio demônios, meio crianças

 

 

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